sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Asfalto verde


Ao estudar os efeitos da adição de óleo vegetal ao asfalto comum, um engenheiro norte-americano pode ter descoberto um asfalto verde, um possível substituto para o asfalto à base de petróleo.

O professor Christopher Williams, da Universidade do Estado de Iowa, estava testando composições capazes de aguentar melhor as intensas variações de temperatura a que os asfaltos estão sujeitos, sobretudo no Hemisfério Norte, com nevascas severas onde não nevava há anos, e verões que batem recordes de temperatura ano após ano.

Mas o resultado foi muito melhor do que o esperado – o asfalto não apenas assimila uma parcela maior de bio-óleo do que o esperado, como também sua qualidade aumenta muito, em condições de rodagem e em durabilidade.

Bioasfalto – Nasceu então o bioasfalto, cujos primeiros testes começaram a ser feitos neste mês. Os ganhos começaram a ser verificados já na aplicação, uma vez que o bioasfalto pode ser aplicado a uma temperatura menor do que o asfalto tradicional de petróleo.

Como esses primeiros testes serão focados na durabilidade e na resistência às variações de temperatura, os pesquisadores escolheram uma ciclovia na própria universidade como laboratório.

O monitoramento sobre o bioasfalto será feito durante um ano, para cobrir todas as estações.

O professor Williams afirma que o bioasfalto permite que a mistura à base de petróleo seja substituída parcialmente por óleos derivados da biomassa de diversas plantas e árvores.

Pirólise rápida – O bio-óleo utilizado no bioasfalto é criado por um processo termoquímico chamado pirólise rápida, no qual talos de milho, resíduos de madeira ou outros tipos de biomassa são aquecidos rapidamente em um ambiente sem oxigênio.

O processo produz um óleo vegetal líquido que pode ser usado para a fabricação de combustíveis, produtos químicos e asfalto.

O processo gera ainda um produto sólido chamado biocarvão – um carvão vegetal – que pode ser usado para enriquecer os solos e para remover gases de efeito estufa da atmosfera.
FONTE: Ambiente Brasil

Mancha no mar deixa Secretaria do Meio Ambiente em alerta em São Francisco do Sul


Amostra da substância será analisada por especialistas da Univille

Uma grande mancha escura no mar intriga pescadores e banhistas desde o começo da tarde desta quinta-feira em quatro praias de São Francisco do Sul.

Além da coloração marrom na superfície, o forte cheiro também desperta a curiosidade sobre a origem daquela substância. Ela foi vista nos quase dois quilômetros da orla da praia de Itaguaçu e em áreas menores na Prainha, Praia Grande e Ubatuba.

— É difícil descrever o cheiro. Parece até com querosene — compara o empresário e pescador nas horas vagas Giovani Santhiago, 58 anos.

O secretário de Meio Ambiente do Município, Cláudio Rodolfo Tureck, analisou a mancha de perto e coletou uma amostra para ser examinada por especialistas da Univille em São Francisco do Sul.

Mesmo sem ter certeza do que se trata, o secretário arrisca um palpite.

— Como é um material gorduroso, acredito que pode ser óleo de baleia. Afinal, tivemos duas baleias encontradas mortas nessa região nas últimas semanas — opina.

Como o material parece ser de origem orgânica, a secretaria de Meio Ambiente não proibiu a entrada de banhistas na água.

FONTE: A Notícia

Pessoal esse video é muito legal,espero que gostem

No rastro de A origem das Especies

No rastro de 'A origem das espécies'
Bisneto de Darwin descreve em livro a viagem que inspirou a teoria da evolução

Por: Isabel Levy

Publicado em 14/10/2004 Atualizado em 07/12/2009


Interessados na teoria da evolução das espécies e curiosos em geral podem agora recorrer a uma nova obra para conhecer e decifrar as aventuras vividas por Charles Darwin e sua equipe na viagem que revolucionou a ciência. Em Aventuras e descobertas de Darwin a bordo do Beagle , Richard Keynes, bisneto do protagonista, relata o acontecimento desde os preparativos até as conclusões publicadas nos primeiros artigos sobre os espécimes animais e vegetais coletados.
A expedição científica percorreu o mundo entre 1832 e 1836 e forneceu as bases para a descoberta do princípio da origem das espécies e da seleção natural - que também foi identificado de forma independente pelo inglês Alfred Wallace. Sua importância é destacada logo na capa do livro, que cita um trecho bastante convincente da autobiografia de Darwin: "A viagem do Beagle foi de longe o acontecimento mais importante em minha vida e determinou toda a minha carreira".
No decorrer das páginas, o autor descreve de forma detalhada as etapas percorridas, os pensamentos e sentimentos dos tripulantes, representados por outras partes da autobiografia do cientista e por fragmentos de cartas, diários e relatórios. Para ambientar o leitor, a obra apresenta Darwin ainda jovem e avalia sua relação com a família e sua formação acadêmica para reconstituir, a partir de conclusões sugeridas pelo autor, a personalidade do cientista.
A viagem propriamente dita começa no quarto capítulo, que relata a primeira etapa da expedição - de Plymouth, Inglaterra, ao arquipélago de Cabo Verde -, dos constantes enjôos de Darwin ao fascínio da descoberta de plânctons, descritos na primeira das Notas de zoologia . Ainda em 1832, a tripulação seguiu do Equador à Bahia, com parada estratégica em Fernando de Noronha.
A enseada de Botafogo retratada pelo pintor britânico Conrad Martens no século 19 é uma das dezenas de ilustrações de Aventuras e descobertas de Darwin a bordo do Beagle
A estadia no Rio de Janeiro ganhou capítulo exclusivo, talvez pela simpatia do autor à cidade, visitada em 1951 a convite de Carlos Chagas, ou pelo entusiasmo de Darwin com a diversidade das numerosas espécies encontradas. Em seu diário, o cientista relata o "agradável aborrecimento de não se poder andar cem metros sem ter de ficar amarrado ao mesmo lugar por uma nova e maravilhosa criatura".
O ano seguinte deu continuidade à investigação da América do Sul, e Keynes contextualiza o período histórico ao explicar a disputa pela posse das ilhas Malvinas e expor o ponto de vista dos tripulantes. Um capítulo destaca o encontro com o general Rosas, então comandante das forças argentinas, no caminho entre a Patagônia, Buenos Aires e Santa Fé; e outro a convivência com um grupo de índios fueguinos, que rendeu uma série de retratos e anotações sobre hábitos da tribo.
O relato da viagem de volta, com passagens pelo Taiti, Nova Zelândia e Austrália, também reconstitui o ambiente histórico, ao descrever os habitantes e o cotidiano locais, e expõe o deslumbramento de Darwin diante das belas paisagens e sua naturalidade em relação às péssimas condições de vida dos escravos.
Ao final do livro, Keynes descreve como o bisavô, de volta à Inglaterra, organizou as evidências coletadas e estudou as observações científicas sobre geologia e história natural feitas a bordo do Beagle, que levaram à publicação de A origem das espécies , em 1859. A obra traz, ainda, mapas que orientam o leitor e cerca de 120 ilustrações (20 a cores) de diversas espécies animais e vegetais, fósseis, paisagens e situações. Aventuras e descobertas de Darwin a bordo do Beagle
Richard Keynes (trad.: Sergio Goes de Paula)
Rio de Janeiro, 2004,
Jorge Zahar Editor
Fone: (21) 2240-0226
390 páginas - R$ 49,50
Isabel Levy
Ciência Hoje On-line
14/10/04

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Aula Pratica de Protozoarios


Material:
*água de tanques com vários tipos de protozoários;
*lâminas e lamínulas;
*pipetas e Pasteur;
*microscópios.
Procedimento:
1) Retire algumas gotas de amostras de água, coloque-a sobre lâmina e cubra com lamínula. Observe ao microscópio, primeiro ao menor aumento e em seguida, analise os detalhes celulares num aumento maior. Protozoários e outros microorganismos de vida livre, normalmente, são mais facilmente encontrados juntos a algum material solido orgânico. Estas amostras apresentam uma grande variedade de protozoários e microorganismos de água doce. Faça uma analise geral da biodiversidade do material, procurando alguns tipos de protozoários para em seguida, analisá-los mais detalhadamente sob aumento maior.
2) Considerando todas as amostras de protozoários da aula, tente distinguir ao menos um representante para cada um dos filos ciliophara,mastigophara e sarcodina.Esquematize e anote as características observadas durante a aula que fizeram com que você correlacionasse cada organismo com seu filo.Durante a observação e esquematização,tente identificar alguma organela,presença de estruturas que promovem movimentação,tamanho relativo,entre outras características evidentes.

Dica:
Pessoal uma boa idéia é coloca algodão entre a água e a lamínula com a finalidade de formar uma rede que dificulte a movimentação dos protistas, o que facilita a observação.

1. FILO CILIOPHORA

Observações: exemplar móvel, com ciliatura uniforme e bem desenvolvida, em forma de cirros, e estrias longitudinais. Possui um tufo de cílios maiores no centro de um dos pólos do corpo.
exemplar imóvel, ciliado, com cromatóforos de cor amarelada, tendendo à parda. Não apresenta parede celular.
exemplar móvel, ciliado, de corpo alongado, com cromatóforos. Não apresenta parede celular.
exemplar móvel, com ciliatura escassa, mas bem desenvolvida, na forma de cirros, e possuidor de citóstoma.
exemplar móvel, ciliado, com vacúolos pulsáteis e cistóstoma. Não apresenta cromatóforos.
observações: exemplar móvel, com ciliatura uniforme e cistoma ventral.
exemplar móvel, com ciliatura uniforme, movendo-se em torno do próprio eixo

2.FILO CHLOROPHYTA
observações: exemplar móvel, ciliado no corpo celular e dono de flagelo único, com cromatóforos verdes e parede celular.

3. FILO EUGLENOPHYTA
observações: exemplar móvel, com ciliatura esparsa e flagelo único, estigma e cromatóforos verdes. Não apresenta parede celular.

Seca na Amazônia pode ser a mais grave em 40 anos

Seca na Amazônia pode ser a mais grave em 40 anos, apontam cientistas
22 de outubro de 2010 • 11h28

Embora o ano ainda não tenha terminado, a seca de 2010 na Amazônia pode ultrapassar a de 2005 como a mais grave da região nas últimas quatro décadas, segundo cientistas do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

O nível do rio Solimões atingiu a maior baixa histórica no Oeste do Amazonas, enquanto em Manaus, o rio Negro se aproxima do nível de 1963, o mais baixo em um século. Mesmo que a previsão não seja confirmada, a floresta já terá registrado três estiagens extremas em 12 anos: 1998, 2005 e 2010. De acordo com os pesquisadores, a seca atual é diferente de tudo o que já se viu.

O climatologista Joaé Marengo explica que nos eventos extremos de 1998 e 2005 a região começou a secar já no fim dos anos anteriores. "Neste ano, tivemos reduções muito acentuadas em maio, 40% menos de chuva. Na de 2005, chegou a 50% de redução já no início do verão", observou.

Aquecimento, El Niños e redução de afluentes

Mas qual seria o motivo da atual estiagem no bioma? Na opinião de Marengo, antes achava-se que os fenômenos El Niños mais intensos explicassem as secas, fator que não estaria ocorrendo agora. "O El Niño deste ano foi fraco", argumentou o climatologista.

Para Javier Tomasella, também do Inpe, a vazante anormal do rio Negro pode ser explicada pela redução do volume dos afluentes da margem Sul do Amazonas. Como o Negro é "represado" pelo Solimões em Manaus, a baixa deste automaticamente faz aquele vazar.

O aquecimento anormal do Atlântico tropical Norte pode explicar parte da seca, avaliou Marengo. O transporte de umidade para dentro da Amazônia é influenciado por ventos que sopram do oceano. Quando o Atlântico esquenta demais, ele concentra as chuvas sobre a água mais quente e afasta a umidade da região. Essa também é a explicação provável da seca de 2005, que coincidiu com uma temporada de furacões anormal na região do Caribe.

Alguns estudos detectaram a influência do aquecimento global no fenômeno de 2005. "Mas a incerteza é grande", ponderou Marengo. Para ele, a chance de influência humana nesses extremos climáticos é "50% a 60%".

"Aquela Amazônia que tinha estações chuvosas tão bem definidas que você podia ajustar seu calendário por elas acabou", considerou o ecólogo Daniel Nepstad, do Ipam (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia). Segundo ele, outro fator por trás das secas pode ser a grande quantidade de queimadas na região, uma vez que a fumaça inibe a chuva, como já comprovaram diversos estudos na última década."A meu ver, é uma mistura de agropecuária e gases-estufa, é difícil destrinchar quanto é um ou outro. Não sou climatologista, mas o tempo tem mudado nestes meus 25 anos de Amazônia", concluiu o pesquisador.

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EcoDesenvolvimento
FONTE:Terra noticias

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Cade a tartaruga que tava aqui? O asfalto comeu.


CONVITE
SE VOCÊ CONCORDA QUE PRAIA E ASFALTO NÃO COMBINAM, JUNTE–SE A NÓS, NA MANIFESTAÇÃO POPULAR EM DEFESA DA PRAIA DO BESSA, A SER REALIZADA NO PRÓXIMO DOMINGO (24/10/10), ÀS 08 h. CONCENTRAÇÃO: BAR DO GOLFINHO (antes do Iate Clube do Bessa, R. Artur Monteiro Paiva, 1050 - Bessa - João Pessoa-PB).


Realização: Associação Paraibana dos Amigos da Natureza - APAN, Associação GUAJIRU e Sociedade Civil. Informações: (587583) 3042